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terça-feira, 13 de janeiro de 2015



A Porta

Tela de José Malhoa
A porta azul entreabriu-se a soluçar
E da janela já não irrompe a luz
Que anunciava o nascer da aurora.

O relógio continua embutido
Na parede de cal branca
Com os ponteiros estáticos
Gélidos como o orvalho da madrugada.

Lá em baixo os lírios murcharam
E os muros esboçam o tempo
Em gestos rasgados de musgos.

No celeiro apenas sombras
Ecoam gritos de silêncios
Esmorecidos no eco dos escombros.

Lá fora os pássaros
Continuam em bandos
A sobrevoar o rio.

21.11.2013
Ailime

3 comentários:

Evanir disse...

DEIXE SEU RECADO .
DEUS ABENÇOE SUA VISITA..

emanuel moura disse...

Querida afilhada como e belo ter Deus na nossa vida ,pricipalmente quando a solidao nos bate a porta ,pois o seu amor e tao grande que ate no silencio ele nos responde .Que Deus continue iluminando a sua vida ,muitos beijinhos no coraçao .

Denise disse...

Precisamos do silêncio para ouvir a nossa voz interior. Muita paz!